Informativo Polimaster - ANO 1 Nro 1 - ABRIL/08 - www.polimaster.com.br

ALERTA ÀS EMPRESAS QUE USAM PIGMENTOS DE CHUMBO

            Dentre os pigmentos que mais danos trazem à saúde humana, estão aqueles com o metal pesado Chumbo. As cores vão desde o amarelo limão, até o laranja. Eles estão presentes em inúmeras formulações, combinados com outros pigmentos ou não.
            Recentemente vimos o caso da  Reebok americana, que teve que pagar uma multa de USD 1.000.000,00 por ter um produto seu com a presença de Chumbo (pigmento).
            Quando uma empresa de transformação de plásticos (injeção, extrusão, etc...) emprega pigmentos em pó, mesmo que comprando cores já prontas (bege, areia, creme, marrom, amarelos, laranjas, vermelhos, etc...), deve estar ciente de sua responsabilidade sobre o conteúdo destes pigmentos. Eles são em geral mais baratos que as alternativas não nocivas, mas podem, dependendo dos cuidados do usuário, implicar em pagamento de periculosidade aos funcionários que manipulam estes insumos, inclusive a todos que circulam ou trabalham efetivamente na área de produção (operadores de injetoras, PCP, etc...), se estes não estiverem usando EPI adequado. Isto é assunto para os especialistas em Segurança do Trabalho, mas as implicações são óbvias e podem levar uma empresa  a ter prejuízos incalculáveis, na área trabalhista.
            A POLIMASTER, ciente das graves conseqüências que estes pigmentos trazem ao trabalhador, não utiliza em nenhuma de suas formulações, tais pigmentos. É um compromisso com o bem-estar social e saúde laboral. Infelizmente muitas empresas de transformação, na busca sempre do que é mais barato e sem critérios técnicos ou o que é mais comum, sem conhecimento de causa, busca opções no mercado de produtores de pigmentos ou Masterbatches junto àqueles que não têm esta responsabilidade.

ALERTA ÀS EMPRESAS QUE USAM PLASTIFICANTES TIPO FTALATOS

            Outra questão que cada vez mais vem à tona, é o uso de plastificantes tipo ftalatos, tais como o DOP,  DIOP, DIBP, BBP, etc...
            Vimos neste ano, a conceituada empresa Faber-Castell fazer uma retirada do mercado nacional de algumas borrachas escolares, devido a presença de ftalatos. Foi assunto de repercussão nacional e que certamente causaram prejuízos de alta monta à referida empresa.
            Os plastificantes acima são usados nos compostos de PVC flexíveis, em algumas borrachas e mesmo em tintas. Pigmentos em pasta (líquidos) geralmente usam o DOP ou outro ftalato como veículo.
            As restrições são mais severas na Europa, mas mesmo no Brasil, a cada dia aparecem mais casos em que não se deve usar tais componentes químicos. Especialmente a indústria calçadista, mais ainda a que usa pigmento líquido (pastas) para colorir seus termoplásticos (PVC, TPU, etc...) deve estar atento a esta questão. No nosso país, existe legislação para várias aplicações em que não se pode empregar estes plastificantes. As implicações junto ao mercado e internamente com estas empresas que manipulam  tais materiais, podem também trazer um expressivo e indesejável passivo trabalhista.
            Há solução técnica imediata para isto. Os preços dos plastificantes que atendem a qualquer legislação de embalagens, brinquedos, calçados, etc... são mais caros, mas vale a pena a substituição. Temos alternativas no mercado e a POLIMASTER já adota plastificantes atóxicos em suas formulações. Estamos assim contribuindo para a saúde dos usuários de nossos produtos e para a tranqüilidade financeira das empresas que nos compram.


AMARELAMENTO

     É muito comum vermos reclamações de transformadores de plásticos ou borrachas, dizendo que determinado pigmento está amarelando. Pedem invariavelmente, um aditivo para misturar no pigmento, para estancar este problema.

     Aqui vamos fazer algumas considerações:

1- Os polímeros sofrem ataques da luz ultravioleta (UV), que provocam o famoso amarelamento num primeiro momento e depois de larga exposição, a decomposição deste plástico ou borracha. Alguns polímeros são mais sensíveis aos efeitos danosos da luz, como o TR e o PP, por exemplo. A conseqüência desta exposição à luz depende da intensidade luminosa, da espessura da peça e das matérias-primas. Até um verniz inadequado, uma limpeza com solvente, poderão comprometer as propriedades do produto final.
2- Quando um cliente solicita um desenvolvimento de uma cor, ele recebe uma amostra para ser testada. É isto mesmo, para ser testada, avaliada, mas normalmente olham somente a cor. O correto é fazer os testes de campo, saber se atende às expectativas gerais. Isto é feito algumas vezes por empresas que lançam suas próprias cores, mas para aquelas que se dedicam a copiar, não há tempo disponível para os testes.
3- O cliente sempre deve requisitar uma determinada solidez (resistência) à luz, junto ao fornecedor de pigmentos ou materbatches. O requisito de propriedades é tão ou mais importante que a própria cor. As exigências devem também ser discutidas com os fabricantes dos polímeros ou Compostos  (TR, PVC, EVA, TPU,  etc...).
4- Não adianta usar um polímero com excelente solidez à luz e usar um pigmento com fraca resistência. O contrário também é válido. Se o cliente não quiser ver suas cores “amareladas” rapidamente, deve usar uma resina protegida quimicamente e um pigmento de alta performance.  As resinas podem retardar este efeito de envelhecimento por ação da luz UV, se usarem aditivos adequados. Já a escolha do pigmento deve ser bem feita, para que este não perca sua cor também. Aqui é importante ressaltar que não há aditivo para melhorar a solidez à luz dos pigmentos. Estes atuam somente sobre os polímeros, mas há pigmentos de fraca, média e excelente resistência a luz UV. Então é uma questão de escolha, segundo o custo a que se propõe pagar. Resinas bem protegidas, que retardam mais o envelhecimento e pigmentos de alta solidez à luz, obviamente apresentam custos bem maiores.
Nas cores mais claras fica evidente o amarelamento do polímero, quando este existe. A percepção é notória. Já nas mais escuras fica mais difícil de se ver.
Os pigmentos recebem uma nota de 1 a 8 para a solidez à luz, sendo 1 o pior resultado e 8 o melhor. Os Certificados de Análises das amostras e lotes devem especificar tal propriedade. Um cliente que deseja ter um produto que resista aos efeitos da luz por vários meses ou anos, deve escolher pigmentos com nota 7 a 8, especialmente nas suas cores mais claras. A escolha do polímero mais resistente também é de suma importância.
    
     Fica então a recomendação para que o transformador sempre teste a resina com e sem pigmentos e que especifique bem seus requisitos junto aos seus fornecedores, quando há o desenvolvimento de um novo produto.